Um ano de luta contra o COVID-19

Diferente das matérias que escrevo para o Brazilian Times, fora a minha coluna Around NYC, esse…

Diferente das matérias que escrevo para o Brazilian Times, fora a minha coluna Around NYC, esse texto vai ser para dividir com vocês minha experiência pessoal na luta contra o Covid-19 e também relatos de amigas e profissionais que tiveram de conviver com o vírus. Cada uma com uma intensidade diferente, experiências diferentes, mas com uma única certeza, antes da vacina, todos estávamos suscetíveis a contrair o vírus. 

Lembro exatamente dia 12 de Março de 2020, eu tinha uma cirurgia marcada, estava preparada para entrar na sala de cirurgia quando tivemos de cancelar. Estava saindo do hospital e no elevador duas enfermeiras conversavam sobre um possível “lockdown”. Avisei amigas próximas, fui ao mercado, abasteci a casa e me preparei para 15 dias em casa. Que inocência pensar que seriam apenas duas semanas. Os dias viraram meses, os meses se tornaram um ano e a vida de cada um de nós deixou de ser a mesma.

Passei os primeiros quatro meses dentro de casa, depois voltei a sair aos poucos para exercitar no Central Park, mas somente isso, contato com as pessoas era por video. Em um dia pela manhã recebo a ligação da minha sobrinha, minha mãe tinha contraído Covid-19 lá no Brasil, estava na UTI sem acesso a telefone, restava esperar. 

Você pode calcular o pânico que dá saber que a pessoa que você mais ama no mundo está em uma cama de UTI em um hospital e você completamente de mãos atadas. Conversei com minha família sobre ir imediatamente ao Brasil, mas como não sabíamos da gravidade e nem quanto tempo ela ficaria lá, era melhor esperar. Onze dias de angústia se passaram. Minha mãe finalmente não precisava mais do balão de oxigênio, conseguia respirar sozinha. Foi liberada, foi pra casa e no nossa primeira conversa ela disse. “Não venha agora, está perigoso demais e tudo está fechado, vamos aguardar um momento melhor”.

Meses se passaram, fiz testes regularmente, acho que no total foram uns 15, todos negativos, fiz os testes mesmo embora tenha tido muito pouco contato com pessoas nestes últimos 12 meses.

Dia 10 de Fevereiro de 2021, resolvi fazer um novo teste. Dia 12 chegou o resultado, positivo. Minha cabeça pirou, eu me isolei em um quarto. Mas estava me sentindo bem. Os agentes do governo de NY me ligavam todo dia para saber como eu estava. Três dias se passaram desde o resultado quando o meu mundo caiu, eu não conseguia fazer absolutamente nada. Dores no corpo, dores de cabeça como as de sinusite, muitos enjôos, nada parava no estômago, um mal estar diferente de todos que já tive. As noites eram piores, pois o enjoo aumentava e nem água eu conseguia manter no corpo. Muita febre, o corpo já não respondia os comandos da mente. Quatro dias depois e eu não conseguia comer, nem beber água, absolutamente nada. Minha linda amiga Maria do Rocio, que me ligava todo dia para saber do meu estado, pediu os dados do meu médico e ligou. Eles retornam e a enfermeira disse que que deveria ir urgente para o hospital, pois estava desidratada e o corpo não aguenta mais do que 4 dias sem água, exatamente o tempo que meu corpo não ingeria água. Ententa que eu tentei beber, mas “devolvia” tudo no mesmo instante,  e essa sensação horrível que vem quanto você vomita, a dor no peito, me dava medo, parecia que ia morrer. Porque toda vez que eu tive de vomitar, em seguida vinham dores absurdas. 

Eram 22h, estava para completar 5 dias sem água, meu corpo não estava resistindo mas eu tentei mais uma vez e tudo voltou na mesma hora, então  eu liguei para a emergência. Passei a noite no hospital tomando remédio contra enjoo, de madrugada consegui beber os primeiros 200ml de água, de manhã fui liberada.

Voltei pra casa, tive mais outros dias de pavor, dores, medos, com o passar dos dias a febre diminuiu, a oxigenação foi voltando ao normal, mas só de sentir o cheiro de comida me dava enjoo, ao contrário de muita gente eu não perdi o paladar e nem o olfato, graças à Deus. Foram 20 dias assim, sem comer, 16 deles tomando apenas Gatorade e Tylenol, foram três semanas de angustia, 8 quilos a menos, e muita luta. Agora estou bem, mas não estou 100%

A mensagem que esta matéria quer passar é que ninguém sabe ao certo como o próprio corpo vai reagir ao vírus, eu me achava forte e percebi que não sou. Depois de ter tido o vírus recebi a notícia de que um amigo do grupo de teatro que tive na adolescência, que tem a minha idade, morreu de Covid-19 recentemente. 

Os números de contaminados e pessoas que faleceram por causa deste vírus são estarrecedores. Muitas vezes olhamos os dados e pensamos “nossa, muita gente morreu né?”, mas não damos importância, quando os casos não são próximos à nós, mas quando humanizamos estes números, contando histórias e experiências das pessoas que tiveram as experiências, entendemos a nossa missão, entendemos que saúde pública é muito maior do que nossos desejos particulares. Tomando precauções simples, podemos evitar espalhar ainda mais o vírus. 

Desde que isso tudo começou, há um ano, eu sempre uso máscara, não abraço as pessoas, não aperto as mãos, uso álcool gel, faço o distanciamento social e lavo os alimentos quando chegam do mercado, mas em algum momento cometi um deslize e contrai o virus, então a forma mais eficaz é estarmos alertas para os detalhes o tempo todo. Não voltar ao “normal” porque já se passou um ano e muitos não contraíram. Eu achei que jamais pegaria, e fui uma vítima deste vírus. Graças às muitas orações de amigos e familiares eu sobrevivi. Então, enquanto não tivermos a certeza de que o Covid-19 foi erradicado, precaução, cuidados e usar máscara são essenciais. 

 Conheça a seguir histórias de brasileiras que também contraíram o vírus, cada uma com uma reação diferente, mas todas com a certeza de que saúde é o bem mais precioso que temos. 

Danúbia Gregório – NYC 

“Me chamo Danubia, tenho 26 anos, descobri que estava com Covid-19 dia 13 de outubro, passei mal dia 08/10 na madrugada, não conseguia respirar e estava quase desmaiando, perdi completamente todas as minhas forças, tentei me acalmar e dormir sentada nessa noite com medo. Fui cedo no hospital e fiz os exames e o resultado saiu depois de 5 dias, positivo. Durante o período que tive o Covid-19, fiquei bastante fraca, perdi uns 6 kilos, não conseguia comer, tive muita falta de ar, cansaço, perdi o paladar e olfato, passava maioria dos dias chorando com muito medo de morrer de uma hora pra outra. A cidade de NY me mandava comida e me ligava todas os dias, chegou a mandar álcool em gel, máscaras, termômetros e medidor de oxigênio. Quando passou 15 dias, fiz o teste e já deu negativo, porém continuei com a falta de ar considerável por mais 4/5 meses. Hoje em dia, ainda tenho falta de ar mas está controlada, uso bombinha quando sinto necessidade. Com 3 meses depois fui diagnóstica com vertigem, tive dias horríveis com tontura, acredito que seja sequelas do Covid-19. Não trabalho mais igual trabalhava antes, sinto meu corpo cansado. Tomei a vacina dia 05 de março e não vejo a hora de tudo voltar ao normal, mas já posso falar que estou 90% bem.” Danúbia Gregório – NYC 

Monica Vilela – NY

“Eu moro em New York por quase 7 anos! Sou atriz e produtora e descobri que estava grávida em fevereiro depois de vários tratamentos de fertilidade. Acho que peguei no hospital na minha primeira consulta de Pre-natal! Final de março do ano passado, fiquei uns 7 dias de cama, com muita tosse, febre e perda de paladar, dores no corpo. Só tratei com Tylenol e teve que ser infantil pois não havia na farmácia! Liguei pra minha médica que disse que eu só poderia tomar Tylenol por causa da gravidez! Ainda bem não fiquei com sequelas e me sinto bem hoje! Mas foi um grande susto e fiquei com muito medo de ter que parar no hospital!” Monica Vilela – NY

Tati Vitsic – NYC

“Eu peguei Covid-19 em março de 2020, pouco depois que NYC entrou em lockdown. Os únicos lugares que fui nessa época foram à farmácia e ao mercado, então não sei ao certo se foi na rua que peguei o vírus, ou por morar com outras pessoas. Foram 8 semanas doente, com os mais variados sintomas, tais como: garganta, perda do olfato e paladar, tosse, falta de ar, dor de cabeça, dor no peito, taquicardia, manchas roxas e alergias na pele, etc.. Como sofro de asma, a falta de ar foi o pior de tudo, e passava todas as noites em claro. Optei por me tratar em casa, com tratamento natural; o único remédio que utilizei foi para a nebulização. Praticava exercícios respiratórios e alguns exercícios de yoga para ampliar a capacidade de respiração. A arte me ajudou também, pois mantive o ‘Coronavirus Diary’ online por mais de 50 dias. Depois que me recuperei, fiz acompanhamento com cardiologista, pois tenho problema de coração, e minha pressão subiu também durante o Covid-19. Meus anticorpos duraram por volta de 7 a 8 meses e aproveitei para doar sangue nesse período. Agora, finalmente consegui tomar a primeira dose da vacina, e espero poder voltar aos poucos a ter tranquilidade.” Tati Vitsic – NYC 

 Ana Helena Duarte – NYC

“Numa quinta feira, 7 de janeiro a escola que trabalho fechou, por que 3 crianças testaram positivo para o Covid-19. Uma delas, eu tive contato de perto. Nesse fim de semana, me senti fraca. Tive febre, dor de cabeça e uma leve dificuldade para respirar. Uma semana depois, já sem sintomas, testei positivo. mas os sintomas que tive não passaram daqueles 3 dias. Onde passei o final de semana de cama e tomei muito líquido. Mas já tive gripe muito mais forte do que esse Covid-19. Pra mim, realmente foi, uma gripezinha.  Graças à Deus!” Ana Helena Duarte – NYC

Dilercia Fontanezzi – New Jersey

“Eu estava fazendo o máximo possível para seguir todas as regulamentações de ficar em casa e se precaver para não contrair nem espalhar o Covid-19. No entanto recebi uma amiga aqui (ela veio ficar por um tempo morando comigo). Ela foi trabalhar sem saber que a pessoa que estava com ela estava já contagiada com o vírus, quando ela voltou pra casa eu acabei pegando. Passei duas semanas no hospital das quais  cinco dias foram na UTI. Fiquei como sequelas a queda de cabelo absurda, fadiga e outras coisas que nunca tive na vida, mas já passaram. Faz cinco meses e ainda não estou 100% bem.” Dilercia Fontanezzi – New Jersey

 Corina Brasil – NYC 

“A minha experiência não foi e não está sendo boa, pois a família do meu marido toda teve o vírus e um irmão está hospitalizado sem data de retornar a casa. Como eu contraí o vírus, sei bem o quanto esse vírus é ruim. Passei muito mal, dias a fio com muita dor, passei um tempo debilitada, cansada, mas com a graça de Deus eu estou bem melhor, a minha recuperação eu sinto que está sendo progressiva, o meu marido foi a melhor pessoa do mundo que você pode imaginar, se não fosse ele não sei o que seria de mim e de minha filha, ele cozinhou o tempo todo, muita coisa simples porém forte, muita verdura, muita sopa fresquinha e acho que foi isso que tem feito a diferença, porque eu fiquei bem debilitada. Recentemente meu médico me ligou para me fazer um monte de perguntas, pois ele disse que eu estou com meu anticorpos fortíssimos, ficou impressionado porque eu tive o vírus a um ano atrás”. Corina Brasil – NYC 

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Fonte: Por Marisa Abel

Fonte: Brazilian Times

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