Médicos de Massachusetts dizem que imigrantes indocumentados estão evitando assistência médica

Enquanto os legisladores consideram um projeto de lei que limitaria a cooperação entre…

Enquanto os legisladores consideram um projeto de lei que limitaria a cooperação entre policiais e agentes federais de imigração, um painel de médicos e advogados disse aos legisladores que mais pacientes estão se esquivando dos cuidados médicos e de denunciar violência doméstica porque não têm status legal e temem ser deportados.

De acordo com os médicos, alguns dos supostos agressores fizeram ameaças de entrar em contato com oficiais do Departamento de Imigração e Fiscalização (ICE, sigla em inglês). Desta forma, os imigrantes ficam com medo de os denunciarem à polícia.

“O mais preocupante e angustiante para mim é que muitos dos meus pacientes se colocaram em perigo porque têm medo de ligar para o 911, medo de entrar em contato com a polícia local ou até mesmo procurar assistência médica”, disse Aisha James, um internista e pediatra no Massachusetts General Hospital Everett Family Care.

Dezenas de legisladores e assessores legislativos lotaram uma sala de reuniões na manhã desta quarta-feira, dia 18, para ouvir as histórias dos médicos. Eles pediram aos legisladores que apoiassem a Lei das Comunidades Seguras, que impediria policiais e funcionários do tribunal de perguntar às pessoas sobre seus status de imigração e notificar o ICE quando alguém fosse libertado da prisão.

Pelo menos 173 mil imigrantes indocumentados chamam Massachusetts de casa, de acordo com estimativas compiladas pelo Migration Policy Institute.

O projeto, H.3573 / S.1401, foi reintroduzido no início deste ano. Uma data de audiência não foi agendada para a Lei de Comunidades Seguras.
O senador James Eldridge, democrata de Acton, citou uma garota cujo pai foi deportado para o Brasil porque ele foi pego dirigindo sem carteira de motorista.

Eldridge disse que a garota, que ele só identificou como moradora do MetroWest, não teve a chance de se despedir de seu pai antes dele ser levado de avião para o Brasil.

“O que eu mais me lembro da reunião em meu escritório é que a menina de nove anos não podia voltar passar pelos lugares por onde andou com o pai”, disse o senador. “Você fala sobre trauma. Esse foi o trauma que ela sentiu”, continuou.

A oposição ao programa “Comunidades Seguras” está avançando com seus próprios esforços para ajustar as leis estaduais relacionadas à imigração. O Gabinete do Procurador-Geral de Massachusetts certificou uma iniciativa de votação em 2020 liderada pelo Xerife do Condado de Bristol, Thimas Hodgson, e legisladores republicanos que pretendem alterar a lei para que a polícia estadual e local possa deter pessoas por violações de leis de imigração civil.

O Supremo Tribunal Judicial decidiu em junho que a polícia não pode deter pessoas com base em pedidos de custódia do ICE. É justamente isso que a oposição que mudar.

Denise Provost, democrata que representa Somerville e patrocinadora da Lei das Comunidades Seguras, disse estar preocupada com o fato de que, se a iniciativa dos xerifes for aprovada, os prestadores de serviços médicos poderão ver um nível ainda mais alto de trauma em seus pacientes indocumentados e vítimas de violência doméstica.

“As famílias cuja angústia foi descrita hoje estarão em uma situação ainda pior”, disse ela. “Os chefes de polícia amigáveis que não mantêm indivíduos detidos podem não ter escolha”.

Fonte: Redação – Brazilian Times.

Fonte: Brazilian Times

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