Após ser agredida várias vezes, brasileira denuncia marido para a polícia na Pensilvânia

Natural de Guanhães, Minas Gerais, S.S., tem 36 anos de idade e ficou casada por 16 anos. Este…

Natural de Guanhães, Minas Gerais, S.S., tem 36 anos de idade e ficou casada por 16 anos. Este relacionamento gerou duas filhas, mas o que no começo “parecia um sonho”, se tornou em pesadelo e ela entrou para a lista das vítimas de violência doméstica. Ela conversou com a redação do Brazilian Times sob pedido de não ter o seu nome revelado

De acordo com ela, a primeira vez que foi agredida, ainda no Brasil, não deu muita importância, pois pensou que seria um caso isolado. “Ele pediu desculpas e prometei que não me agrediria de novo. Eu acreditei e pensei que tudo mudaria”, disse. “Mas não foi bem assim”, continuou.

S.S. explicou que chegou aos Estados Unidos há cerca de três anos e fixou residência na cidade de Filadélfia, Pensilvânia. “No começo tudo estava indo bem, mas há pouco mais de três meses começamos a discutir praticamente todos os dias”, disse ela, que trabalhava com limpeza de casas e não tinha horário certo para retornar para casa.

Isso porque ela só era liberada depois de terminar todo o trabalho. Mas o companheiro dela, que trabalha com carpintaria, não aceitava e sempre discutia.

Ela afirmou que ele a agrediu algumas vezes depois que as discussões tiveram início e que no começo sentia medo e vergonha de falar sobre o assunto com alguém. Mas a última agressão aconteceu no final de 2020. O homem bateu tanto que ela sentiu dores no dia seguinte durante o trabalho e um dia depois (02) de janeiro deu entrada no Abington Hospital.

Após isso, ela recebeu ajuda e orientação e decidiu denunciá-lo por agressão. O caso foi registrado no Departamento de Polícia de North East. “O marido dela é uma pessoa muito violenta”, afirmou uma pessoa que ajudou S.S. com a denúncia. O processo está nas mãos de uma assistente social da Filadélfia, que inclusive já a visitou para analisar o caso.

S.S. disse que o agora ex-companheiro a procurou algumas vezes em busca de reconciliação e que, novamente, fez as mesmas promessas de que mudaria e não a agrediria mais. “Mas eu não aceitei e tudo isso mudou a minha vida. Hoje sinto medo de tudo. Qualquer barulho me assusta. Peguei pânico dele”, afirmou ela.

A mineira está na casa de uma amiga que a acolheu após ela fazer a denúncia e se separar. Na quarta-feira, dia 27, foi realizada uma audiência sobre o caso. “O juiz me emitiu uma medida protetiva e ele não pode chegar perto de mim e nem conversar comigo enquanto o julgamento estiver em andamento”, comemorou, pois agora se sente um pouco mais segura.

Apesar de estar em dificuldades financeira por não estar trabalhando, ela disse que se sente aliviada e que tirou um peso de seus ombros. “Entrei em depressão, sinto vontade de chorar toda vez que lembro dos palavrões que ele proferia e a agressão. Minha vontade é entrar em um quarto ou em uma caixa e não mais sair”, afirmou. “Mas acredito em Deus que foi sair desta”, continuou.

Não tenha vergonha de pedir ajuda e denunciar o agressor

ORIENTAÇÃO

S.S. deixou uma mensagem para todas as mulheres que já passaram ou passam por situação parecida. Ela orienta as vítimas para não terem vergonha nem medo de denunciarem. “Escutem apenas o se coração. Não ouçam conselhos de pessoas que não conhecem o íntimo do relacionamento de vocês. Traição”, disse.

De acordo com ela, após fazer a denúncia, até um pastor de uma igreja evangélica a procurou para que retirasse a queixa. Várias pessoas também deram o mesmo conselho sob a alegação de que o relacionamento era mais importante. “Mas eu me mantive firme e não desisti de lutar”, afirmou. “Não tenham vergonha. Denunciem as agressões”, finalizou.

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Fonte: Redação – Brazilian Times.

Fonte: Brazilian Times

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