Adolescente brasileiro que ameaçou “matar todos os negros” de sua escola vai cumprir prisão domiciliar até o julgamento

O adolescente do condado de Albemarle, na Virgínia, que se declarou culpado de postar uma…

O adolescente do condado de Albemarle, na Virgínia, que se declarou culpado de postar uma ameaça racista, online, que paralisou a Charlottesville City Schools por dois dias apareceu no Tribunal de Relações Domésticas de Charlottesville, na quarta-feira, dia 24.

João Pedro Souza Ribeiro, que tem o apelido de JP, apareceu em trajes de rua, mas com os tornozelos algemados e as algemas ligadas a uma corrente em volta da cintura. Ele serviu como intérprete para o pai, quando necessário.

JP é um brasileiro e seus pais têm conhecimentos limitados de inglês.

Assim que ele puder ser equipado com um GPS, o jovem de 17 anos será colocado em prisão domiciliar e supervisionado pela liberdade condicional. Ele poderá prestar serviços comunitários como crédito para sua sentença, que está marcada para 26 de junho.

O juiz Ronald L. Morris também ordenou uma avaliação psiquiátrica e vai determinar se Ribeiro poderá voltar para a Albemarle High School é até fazer parte da Albemarle Public Schools.

De acordo com o Oficial de Comunicação Estratégica do distrito, Phil Giaramita, uma equipe está tratando o incidente como se fosse um assunto disciplinar, com uma audiência para determinar seu status pelo restante do ano letivo o mais rápido possível.

A ameaça feita pelo adolescente foi de que ele faria uma limpeza étnica na escola e para isso promoveria um tiroteio. Ele insinuou para os estudantes brancos ficarem em suas casas, pois iria atacar os demais alunos. No tribunal, um promotor disse que não havia provas de que Ribeiro pretendia praticar a violência, mas que a ameaça interrompeu a vida local e alimentou o medo.

O advogado de defesa afirma que a mensagem tratava-se de uma brincadeira, mas os policiais a interpretaram como um perigo iminente para várias pessoas.

A polícia não encontrou armas na casa de Ribeiro e não encontrou provas de que ele realmente planejava realizar o ataque. “Eles não encontraram evidências de que meu cliente tenha associação com grupos de supremacia branca”, finalizou o advogado.

Fonte: Redação Braziliantimes

Fonte: Brazilian Times

Comentários Facebook